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sábado, 16 de março de 2013

Caixinha de Correios - Fevereiro

Esse ano, após um pequeno hiato de meses sem comprar nenhum livro de literatura que não fosse a do colégio, o meu botão de compra/ganho de livrinhos está suuper ligado! Em fevereiro, ganhei dois livros que valem por quatro, já que um deles tem tres histórias:
- A Revolução dos Bichos - George Orwell:
- Razão e Sensibilidade; Orgulho e Preconceito; Persuasão - Jane Austen


Já li e simplesmente adorei o livo de Orwell! É semelhante a uma fábula, na qual os personagens principais são animais que conseguem tomar o poder da fazenda em que estão. De forma magnífica, George consegue retratar a personalidade de alguns personagens da Revolução Russa, como Stálin  eTrotsk. Não é uma leitura pesada e maçante. Quando terminei de lê-lo, senti aquela ressaca literária terrível e passei uns três dias pensando no final e na ultima frase. Adoro livros que terminam com frases marcantes!
Quanto aos de Austen, li só Razão e Sensibilidade, tô terminando Orgulho e Preconceito e Persuasão tá na lista. Preferi não ler os três na sequência porque prefiro me deliciar entremeando estilos literários, mesmo pra não ficar aquela coisa linear. Gostei do primeiro livro, mas não tanto. Até certo ponto achei maçante o enredo focado numa coisa só, mas percebi que o estilo de Jane realmente é assim, baseando suas obras nos costumes da época. Mas o segundo tá me conquistando muito, já me apaixonei pelo enredo! Essa semana creio que o terminarei de ler.
Ontem chegaram MUITOS livros, no próximo post coloco as fotos dos que recebi e a minha iludida meta de leitura.


# Hora de sentir:

"Onde você vê um obstáculo,
alguém vê o término da viagem
e o outro vê uma chance de crescer.
Onde você vê um motivo pra se irritar,
Alguém vê a tragédia total
E o outro vê uma prova para sua paciência.
Onde você vê a morte,
Alguém vê o fim
E o outro vê o começo de uma nova etapa...
Onde você vê a fortuna,
Alguém vê a riqueza material
E o outro pode encontrar por trás de tudo, a dor e a miséria total.
Onde você vê a teimosia,
Alguém vê a ignorância,
Um outro compreende as limitações do companheiro,
percebendo que cada qual caminha em seu próprio passo.
E que é inútil querer apressar o passo do outro,
a não ser que ele deseje isso.
Cada qual vê o que quer, pode ou consegue enxergar.
Porque eu sou do tamanho do que vejo.
E não do tamanho da minha altura."


Fernando Pessoa

sexta-feira, 5 de novembro de 2010

Trechinho fofo.

Só um olhar por compaixão te peço,
Um olhar ... mas bem mais lânguido, bem terno...
-------------------------------
Quero um olhar que me arrebente o siso,
Me queime o sangue, m'escureça os olhos,
Me torne delirante
                                                                       Almeida Freitas
O texto por si só se explica ...

.

Caramba, parece que  não dá tempo de fazer nada, tudo voa, passa rápido... pelo menos coisas boas andam acontecendo comigo *--*
Enfim, vou já sair pra escola, mas vou deixar aqui uma poesia do gênio Álvares de Azevedo, é um pouquinho grande, mas vale a pena:
Fantasia
À noite sonhei contigo...
E o sonho cruel maldigo
Que me deu tanta ventura.
Uma estrelinha que vaga
Em céu de inverno e se apaga
Faz a noite mais escura!

Eu sonhava que sentia
Tua voz que estremecia
Nos meus beijos se afogar!
Que teu rosto descorava
E teu seio palpitava
E eu te via a desmaiar!

Que eu te beijava tremendo,
Que teu rosto enfebrecendo
Desmaiava a palidez!
Tanto amor tua alma enchia
E tanto fogo morria
Dos olhos na languidez!

E depois... dos meus abraços,
Tu caíste, abrindo os braços,
Gélida, dos lábios meus...
Tu parecias dormir,
Mas debalde eu quis ouvir
O alento dos seios teus...

E uma voz, uma harmonia
No teu lábio que dormia
Desconhecida acordou,
Falava em tanta ventura,
Tantas notas de ternura
No meu peito derramou!

O soído harmonioso
Falava em noites de gozo
Como nunca eu as senti.
Tinha músicas suaves,
Como no canto das aves,
De manhã eu nunca ouvi!

Parecia que no peito
Nesse quebranto desfeito
Se esvaía o coração...
Que meu olhar se apagava,
Que minhas veias paravam
E eu morria de paixão...

E depois... num santuário
Junto do altar solitário
Perto de ti me senti,
Dormias junto de mim...
E um anjo nos disse assim:
"Pobres amantes, dormi!"

Tu eras inda mais bela...
O teu leito de donzela
Era coberto de flores...
Tua fronte empalecida,
Frouxa a pálpebra descida,
Meu Deus! que frio palor!...

Dei-te um beijo... despertaste,
Teus cabelos afastaste,
Fitando os olhos em mim...
Que doce olhar de ternura!
Eu só queria a ventura
De um olhar suave assim!

Eu dei-te um beijo, sorrindo
Tremeste os lábios abrindo,
Repousaste ao peito meu...
E senti nuvens cheirosas,
Ouvi liras suspirarem,
Rompeu-se a névoa... era o céu!

Caía chuva de flores
E luminosos vapores
Davam azulada luz...
E eu acordei... que delírio!
Eu sonho findo o martírio
E acordo pregado à cruz!

tão liindo *-*

quarta-feira, 20 de outubro de 2010

Isso é amor, e desse amor se morre

A literatura anda me fascinando, principalmente quando chega nas poesias românticas. Fico perplexa como alguém pode expressar ser sentimentos de forma tão pura e encantadora, e quão inspirado devia ser!
O trecho a seguir é Se se morre de Amor; cujo autor, Gonçalves Dias, foi o principal escritor da 1ª Geração do Romantismo no Brasil, que como pode-se observar abaixo tinha como um dos temas principais, o amor.
Amar, é não saber, não ter coragem
Pra dizer que o amor que em nós sentimos;
Temer qu’olhos profanos nos devassem
O templo onde a melhor porção da vida
Se concentra; onde avaros recatamos
Essa fonte de amor, esses tesouros
Inesgotáveis d’lusões floridas; 
Sentir, sem que se veja, a quem se adora,
Compreender, sem lhe ouvir, seus pensamentos,
Segui-la, sem poder fitar seus olhos,
Amá-la, sem ousar dizer que amamos,
E, temendo roçar os seus vestidos,
Arder por afogá-la em mil abraços:
Isso é amor, e desse amor se morre!


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