domingo, 24 de março de 2013

Caixinha de Correio - Março

Esse foi um dos meses mais felizes literariamente, rs. Acho que, como compensação para toda a minha espera pelo início das aulas, resolveram me presentear com livros e eu - obviamente - adorei. Isso provocou uma obrigação para cumprir minha meta literária, já que estariam acessíveis. Bem, agora vou mostrar minhas coisas lindas:
Primeiro ganhei do meu tio esses três livros escolhidos por mim: Não escondo de ninguém o meu gosto por Caio Fernando Abreu e como não tinha um livro dele preferi começar pelas "Ovelhas Negras" porque nada melhor do que conhecer o que foi rejeitado para depois se deliciar com a maturidade alcançada. Podem me julgar, mas Caio é o meu depressivo preferido. O segundo é da minha - sim, sou altamente possessiva - Clarice. Ano passado, me encantei por ela nas aulas do meu querido professor de literatura, Marreiros, e, por isso, li "Perto de um coração selvagem". Infelizmente, por causa do vestibular, não tive mais tempo pra pegar outros livros dela na biblioteca, portanto na primeira oportunidade comprei o "Um sopro de vida". O único problema dos livros dela é que são caros e ainda não fiquei rica, tendo que esperar a compaixão dos outros. Bem, o terceiro comprei só pra me referenciar em algo mesmo. Óbvio que não tentarei ler os 501 escritores, mas achei legal pra ter uma referência de alguns escritores.
 Essa coleção dos meus queridos clássicos foi presente da minha querida mãe. Num belo dia, passeando pelo site da submarino vi que estava em uma super promoção, os 5 por 20 reais e, claro, os comprei. "Memórias de um sargento de milícia" já havia lido ano passado por estar na lista de leitura obrigatória, gostei por ter mostrado o primeiro personagem romântico malandro e eu gosto. "Iracema" e "Senhora" nunca havia lido e me é uma ótima oportunidade de conhecer o José de Alencar. "Memórias Póstumas de Brás Cubas" também já havia lido por estar em lista de vestibular, "Dom casmurro" com o seu mistério que sempre me encantou e por isso foi o primeiro deste que comecei a ler.
Além desses, ganhei o lançamento "O Espelho Vazio" da editora Record numa promoção do facebook e "Olhai os lírios do campo" de Érico Veríssimo de uma amiga super ultra mega especial que falou que quando viu se lembrou de mim.
Enfim, o mês tá acabando com o balanço de incríveis 10 novos livros! Agora vou parar tentarei de comprar novos livros, já tem uns 20 pra eu ler aqui em casa.

# Hora de assistir: 



Quando decidir se torna um imperativo

Em meio ao cotidiano, felizmente ou não e querendo fugir ou não, deparamo-nos com situações em que não há meio termo e a necessidade de se tomar uma posição é clara e inadiável. E agora? Como ficarão as pessoas que são tomadas pela dúvida na hora da escolha ou que preferem ficar "em cima do muro"? Acho que a maturidade dos meus 18 anos qual? me permite tocar no assunto de uma forma um pouco diferente da que tive há dois anos aqui, vejamos.
A vida nos dá oportunidades continuamente sem que - às vezes - sequer possamos reconhecer. Então podemos aceitá-las ou as ignorar, depende do que melhor nos convir. Porém, mais difícil do que reconhecer as oportunidades é saber como responder a estas, ou seja, o posicionamento que devemos - ou queremos - que tomar. E aí, a minha mente entra em ação, pensando todo tempo os prós e contra, porque fazer ou não e afins, quando no final a razão sempre toma a dianteira frente à emoção.
Se outrora isso me incomodava agora isso me rouba a tranquilidade, visto que o escolher hoje vai definitivamente repercutir por grande parte da minha vida, dando um grande peso à consequência.
Não posso negar, todavia, que era mais que esperado que isso ocorresse, é esperado que a maturidade venha com os anos decorridos e, por conseguinte, mais responsabilidade. Claro que hoje estou - tecnicamente - mais preparada para decidir qual curso quero fazer e fazer um plano de vida mais coerente com a minha realidade, mas há coisas que fogem ao meu alcance e tentam desbaratinar minha pobre razão. Ai nesse caso, o que faço é me tornar inerte para o que tiver a acontecer, já que - com o meu racional fora do controle - é mais "saudável" não agir, a menos que queira passar dias me sentindo culpada.
Enfim, com todo o meu controle interno, forço-me agora a sair do lado inoperante da vida - com algumas exceções, como a de cima. Sim, sou "dona" da minha vida e tenho que decidir o que fazer com ela, já que depender do acaso não é a melhor opção.
Decidi tentar um outro curso e mesmo me sentindo um pouco insegura, sei que terei que seguir em frente, " ver no que isso vai dar". Pra não faltar um pouco de clichê: " O que tiver de ser, será!".

Hora de se encantar:


A prova de que estou recuperando a saúde mental, é que estou cada minuto mais permissiva: eu me permito mais liberdade e mais experiências. E aceito o acaso. Anseio pelo que ainda não experimentei. Maior espaço psíquico. Estou felizmente mais doida. E minha ignorância aumenta. Um sopro de vida - Clarice Lispector. 

domingo, 17 de março de 2013

Meta de leitura 2013

Como costumo fazer metas o tempo todo das coisas que quero fazer, logo no começo de janeiro fiz minha ilusória meta de leituras. O fato de estar desocupada fez com que me despreocupasse com o tamanho da lista e fui fundo nos meus lindos livros. Inicialmente, coloquei o título como " Livros para ler em 2013" - a iludida - quando percebi a impossibilidade de conseguir fazê-lo, alterei para " Livros para ler a partir de 2013" Abaixo a lista, os em negritos são os que tenho e os marcados são os já lidos:

Livros da meta que tenho aqui.
  • A Revolução dos Bichos – George Orwell 
  • 1834 – George Orwell
  • Lavoura Arcaica – Raduan Nassar 
  • Admirável Mundo Novo – Aldous Huxler
  • Vidas Secas – Graciliano Ramos 
  • Angústia – Graciliano Ramos 
  • São Bernardo – Graciliano Ramos 
  • A Morte de Ivan Ilitch – Liev Tolstoi 
  • Dom Casmurro – Machado de Assis 
  • O Alienista – Machado de Assis 
  • Quincas Borba – Machado de Assis
  • A Dama do Cachorrinho – Anton Tchekhov 
  • Contos – Machado de Assis 
  • Crime e Castigo – Fiódor Dostoiévcki
  • Os Miseráveis – Victor Hugo 
  • À Paz Perpétua – Immanuel Kant 
  • A Legião Estrangeira – Clarice Lispector 
  • A Hora da Estrela – Clarice Lispector 
  • Primeiras Estórias – Guimarães Rosa 
  • Cartas de Amor – Mariana Alcoforado 
  • Mensagem – Fernando Pessoa 
  • Os Sofrimentos do Jovem Werther – Goethe 
  • Para Além do Bem e do Mal – Nietzsche 
  • Amor de Salvação – Camilo Castelo Branco 
  • Orgulho e Preconceito – Jane Austen 
  • Razão e Sensibilidade – Jane Austen
  • Persuasão – Jane Austen
  • Fausto – Goethe 
  • A Menina que Não Sabia Ler – John Rarding
  • 1822 – Laurentino Gomes
  • O Gene Egoísta – Richard Dawrkins
  • O Livro do Desassossego – Fernando Pessoa
  • Amor é Prosa, Sexo é Poesia – Arnaldo Jabor 
  • O Homem Duplicado – José Saramago 
  • Laços de Família – Clarice Lispector 
  • Um Sopro de Vida – Clarice Lispector
  • Para Não esquecer – Clarice Lispector 
  • Felicidade Clandestina – Clarice Lispector 
  • Morangos Morfados – Caio Fernando Abreu 
  • Ovo Apunhalado – Caio Fernando Abreu 
  • Ovelhas Negras – Caio Fernando Abreu
  • O Menino do Pijama Listrado – John Boyne 
  • Senhora – José de Alencar 
  • Iracema – José de Alencar
  • Cai o Pano - Agatha Cristhie

Obs: Quem quiser me dar um presentinho, ta aí a dica, queridos.

sábado, 16 de março de 2013

Caixinha de Correios - Fevereiro

Esse ano, após um pequeno hiato de meses sem comprar nenhum livro de literatura que não fosse a do colégio, o meu botão de compra/ganho de livrinhos está suuper ligado! Em fevereiro, ganhei dois livros que valem por quatro, já que um deles tem tres histórias:
- A Revolução dos Bichos - George Orwell:
- Razão e Sensibilidade; Orgulho e Preconceito; Persuasão - Jane Austen


Já li e simplesmente adorei o livo de Orwell! É semelhante a uma fábula, na qual os personagens principais são animais que conseguem tomar o poder da fazenda em que estão. De forma magnífica, George consegue retratar a personalidade de alguns personagens da Revolução Russa, como Stálin  eTrotsk. Não é uma leitura pesada e maçante. Quando terminei de lê-lo, senti aquela ressaca literária terrível e passei uns três dias pensando no final e na ultima frase. Adoro livros que terminam com frases marcantes!
Quanto aos de Austen, li só Razão e Sensibilidade, tô terminando Orgulho e Preconceito e Persuasão tá na lista. Preferi não ler os três na sequência porque prefiro me deliciar entremeando estilos literários, mesmo pra não ficar aquela coisa linear. Gostei do primeiro livro, mas não tanto. Até certo ponto achei maçante o enredo focado numa coisa só, mas percebi que o estilo de Jane realmente é assim, baseando suas obras nos costumes da época. Mas o segundo tá me conquistando muito, já me apaixonei pelo enredo! Essa semana creio que o terminarei de ler.
Ontem chegaram MUITOS livros, no próximo post coloco as fotos dos que recebi e a minha iludida meta de leitura.


# Hora de sentir:

"Onde você vê um obstáculo,
alguém vê o término da viagem
e o outro vê uma chance de crescer.
Onde você vê um motivo pra se irritar,
Alguém vê a tragédia total
E o outro vê uma prova para sua paciência.
Onde você vê a morte,
Alguém vê o fim
E o outro vê o começo de uma nova etapa...
Onde você vê a fortuna,
Alguém vê a riqueza material
E o outro pode encontrar por trás de tudo, a dor e a miséria total.
Onde você vê a teimosia,
Alguém vê a ignorância,
Um outro compreende as limitações do companheiro,
percebendo que cada qual caminha em seu próprio passo.
E que é inútil querer apressar o passo do outro,
a não ser que ele deseje isso.
Cada qual vê o que quer, pode ou consegue enxergar.
Porque eu sou do tamanho do que vejo.
E não do tamanho da minha altura."


Fernando Pessoa

quinta-feira, 14 de março de 2013

E quando a carência bate à porta...

“Ando com uma vontade tão grande de receber todos os afetos, todos os carinhos, todas as atenções. Quero colo, quero beijo, quero cafuné, abraço apertado, mensagem na madrugada, quero flores, quero doces, quero música, vento, cheiros, quero parar de me doar e começar a receber. Sabe, eu acho que não sei fechar ciclos, colocar pontos finais. Comigo são sempre vírgulas, aspas, reticências. Eu vou gostando, eu vou cuidando, eu vou desculpando, eu vou superando, eu vou compreendendo, eu vou relevando, eu vou… e continuo indo, assim, desse jeito, sem virar páginas, sem colocar pontos. E vou dando muito de mim, e aceitando o pouquinho que os outros tem para me dar.”                           Caio Fernando Abreu




Obs: Tem livro do Caio Fernando Abreu chegando pra mim! Assim que chegar posto!

O retorno!

Bem, após mais ou menos 2 enooormes anos resolvi reativar meu querido blog.Não sei bem o porquê de tê-lo abandonado em 2011 - já que eu nem tava tão ocupada assim - mas em 2012 realmente não tinha como eu escrever coisas que não fossem redações, relatórios e afins de vestibulares. Enfim, agora que já passou isso e aproveitando minha super férias - a faculdade só começa em abril por causa da greve das federais - vou tentar postar nesse período. Um breve espaço para falar de mim alguns anos depois: Não, o curso que irei fazer não é medicina como pensava antes. É engenharia química, super diferente, mas eu sou cheia de antagonismos mesmo. Mas com fé em Deus, em junho passo pra med, caso contrario não sei o que farei da minha vida...Dramas à parte, estou bem melhor que outrora, consegui me divertir mais, me enrolar bastante na historia de outros, acho que amadureci.Minhas paixões continuam as mesmas praticamente: na literatura sou apaixonada por Clarice Lispector e Caio Fernando, e na música Chico Buarque e Zeca Baleiro vivem me encantando!Vou mergulhar um pouco pelo lado literário nos próximos posts.Beeijos, queridos!

#Hora de escutar:

Lugares Proibidos

Eu gosto do claro quando é claro que você me ama
Eu gosto do escuro no escuro com você na cama
Eu gosto do não se você diz não viver sem mim
Eu gosto de tudo, tudo o que traz você aqui
Eu gosto do nada, nada que te leve para longe
Eu amo a demora sempre que o nosso beijo é longo
Adoro a pressa quando sinto
Sua pressa em vir me amar
Venero a saudade quando ela está pra terminar
Baby, com você já, já...


Mande um buquê de rosas, rosa ou salmão
Versos e beijos e o seu nome no cartão
Me leve café na cama amanhã
Eu finjo que eu não esperava
Gosto de fazer amor fora de hora
Lugares proibidos com você na estrada
Adoro surpresas sem datas
Chega mais cedo amor
Eu finjo que eu não esperava


Eu gosto da falta quando falta mais juízo em nós
E de telefone, se do outro lado é a sua voz
Adoro a pressa quando sinto
Sua pressa em vir me amar
Venero a saudade quando ela está pra terminar
Baby com você chegando já...
Gosto de fazer amor fora de hora
Lugares proibidos com você na estrada
Adoro surpresas sem datas
Chega mais cedo amor
Eu finjo que eu não esperava..

Grupo Doce Encontro

sexta-feira, 15 de julho de 2011

Por detrás das máscaras

O que você faz quando ninguém te vê fazendo ? 
O que você queria fazer se ninguém pudesse te ver ?

Em particular, gostei bastante dessas interrogações provocativas! Acho instigante isso de saber a realidade que se passa por trás das máscaras, sabe? Há atitudes que só são tomadas com o objetivo de mostrar/provar algo a alguém. Outras tantas não são realizadas pelo medo que as pessoas têm de não alcançar as expectativas de outrem. Isso configura-se o medo de mostrar quem realmente é.
Eu sou, obviamente, a favor do bom senso: que as pessoas não devem agir/falar como querem, só pra serem verdadeiras. Contudo, acho que fingir ser uma personagem apenas pra agradar outra pessoa é tolice, afinal, de que vale ser amado/admirado pela personalidade que, na verdade, não é sua? No final, todos perdem: quem muniu-se de máscaras e até quem despertou sentimentos por quem se comportou de forma falsa.
Pra ser sincera, acredito ser uma tarefa não tão fácil se transparecer quando muitas características internas são diferentes daquelas - tidas na sociedade - como normais. Eu mesma passo por isso em vários âmbitos, a música é um simples e bom exemplo: quando pegam meu celular - na tentativa de escutar músicas - exclamam: aah, aqui só tem música antiga, sem graça. Nesse momento, sou a desatualizada por não gostar desses atuais sons que chamam de música. Pois sim, gosto de "música de velho", do meu bom MPB, que pelo menos letra tem!
Deixando minhas indignações pessoais de lado e percebendo o quão a avaliação das pessoas é importante pra nós, vejo que a questão " O que você queria fazer se ninguém pudesse te ver?" ganharia inúmeras respostas - pelo menos pra mim -, algumas até mesmo inesperadas! Às vezes, vale a pena sair do usual, do esperado e inovar com aquelas ideias que sempre estiveram na sua cabeça, mas nunca houve coragem pra pô-las em práticas.

#Hora de escutar:


Todos caminhos trilham pra a gente se ver
Todas as trilhas caminham pra gente se achar,
Eu ligo no sentido de meia verdade
Metade inteira chora de felicidade
A qualquer distância o outro te alcança
Erudito som de batidão
Dia e noite céu de pé no chão
O detalhe que o coração atenta
Todos caminhos trilham pra a gente se ver
Todas as trilhas caminham pra gente se achar,
Eu ligo no sentido de meia verdade
Metade inteira chora de felicidade
A qualquer distância o outro te alcança
Erudito som de batidão
Dia e noite céu de pé no chão
O detalhe que o coração atenta 



Tudo Diferente - Maria Gadú

segunda-feira, 4 de julho de 2011

Surto de sinceridade.



Vontade maldita de te beijar e sentir teu cheiro. 




Quero você. Quero eu. Quero cama desarrumada, lençol, café e travesseiro. Quero seu beijo. Quero seu 

cheiro.


              

Vem, antes que eu me vá, antes que seja tarde demais. Vem, que eu não tenho ninguém, e te quero junto a mim.

                                     

                                                        Caio Fernando


Eu = comoção

“Sinto-me como uma estranha, na verdade represento mal o papel que a sociedade impõe a cada um de nós, não sei lidar com meus conflitos e no fundo só preciso de um pouco de afeto.
As pessoas me assustam, me envergonham, me deixam com medo, mas também acima de tudo me comovem, e com muita frequência.”
Caio Fernando


Na verdade, não preciso nem falar muito: esse escritor simplesmente consegue me definir! Desse trecho, a parte que devo frisar mais ainda é " As pessoas me comovem, e com muita frequência ". Bem no fundo, eu não gosto disso. Pensando bem, acho isso muito injusto: o poder que as pessoas têm na minha vida ao ponto de me influenciarem, magoarem, me comoverem.
Em suma, há uma grande preocupação minha em relação ao meu futuro - essa coisa de ser médica mesmo que por basicamente tudo eu me comova: seja situações conflituosas das pessoas; a dor de outras; ou até mesmo de animais. Enfim, tudo me traz comoção, tudo me leva ao choro. 
Por outro lado, vejo uma coisa boa nisso - como sempre - , se todas essas coisas me causam enorme desconforto emocional, seguindo um raciocínio lógico, me esforçarei ao máximo a fim de findá-las ou, no mínimo, amenizá-las. É, tentarei pensar só nessa última parte, o otimismo é o que há!

PS : Provavelmente os próximos posts terão textos mais informativos e menos melosos - estilo diários e cheios de subjetividade -, como esses últimos. Mais racionalidade e menos romancismo, ainda que isso seja só aqui.

#Hora de escutar:

Tava pensando em nós dois
Buscando um jeito inédito
Pra falar de amor
Nem reparei que o tempo passou

Sonhando, pensando, querendo
Meus olhos caçando você
Pensando, sonhando, querendo
Minha boca mirando você

Já é suficientemente especial
Posso dizer
Que encontrei a cara metade
Que eu sempre busquei

Basta olhar pra você
Pra minha boca querer
Um beijo bis

Tenho a sorte de ter
Alguém como você
Sou feliz 

Pensando em nós - Samir

domingo, 26 de junho de 2011

As coisas vão dar certo. Se não, a gente inventa.

As coisas vão dar certo. Vai ter amor, vai ter fé, vai ter paz – se não tiver, a gente inventa.
Caio Fernando Abreu.


Passaram 2 meses desde a minha última postagem no blog :/ Sorry, mas eu tava resolvendo minha vida e é claro estudando, porque né... alguém tem que estudar aqui kk. Mas, enfim basicamente tudo está se resolvendo!
Tomei pra mim (de novo, mais uma vez kk)essa frase de Caio Fernando. Na verdade já faço isso na minha vida - e muito bem, segundo algumas pessoas -, mas agora quero tomá-la como um certo lema: mesmo que as coisas não estejam estabilizadas, certas; continuarei a encontrar algo dentro de mim que me fará ver que ainda há coisas boas e que, portanto, não deverei me abater. É tão bom ver consigo tirar uma aprendizagem das situações ruins que ocorrem comigo e o quão forte sou nelas. Na verdade, é mais gratificante ainda perceber que enquanto uma ou outra pessoa me entristece, muitas outras estão, ao meu lado, dispostas a fazer de tudo pra me fazer sorrir.
Contudo, depois que me vieram todos esses pensamentos otimistas a cerca do aforismo de Caio Fernando, pensei nesse " a gente inventa". Sinto, principalmente hoje, que a invenção está notória no meu dia-a-dia e não me encontro muito feliz com isso. Idealizar coisas é muito bom, mas depois de um certo tempo - quando confronta-se o sonho com a realidade - perde todo o encanto.
Escrevendo isso me lembrei da aula de português da semana passada, na qual lemos um texto que falava de um homem que ao ir pro cinema, esqueceu de voltar para casa. Ao se deparar com a tela do cinema e a uma realidade totalmente diferente da sua, ele simplesmente começou a acreditar muito naquilo que via e esqueceu  de si. Adoro os comentários que Flavinha, minha professora, faz na sala, porque muitos deles parecem ser exatamente pra mim; e ela afirmava justamente isso: algumas pessoas simplesmente fantasiam as coisas e vivem acreditando nelas, pensando que tudo vai dar certo. Tô tentando tomar uma dose de realismo pra ver se passo a crer mais naquilo que vivendo e menos em idealizações.


#Hora de escutar:

Fiz o possível
Prá não dar bandeira
Até pensei
Que não era comigo
Mas você foi mais
E mais se chegando
E apertando o cerco
Usando todas as armas
Que sabe usar uma mulher
Quando quer...
Pois então vem
Completa agora
O teu feitiço
Vem!
Não faz essa cara
De quem
Não tem nada com isso
Vem!
Para com esse papo
De o que é que eu fiz?
Faça o que quiser
Eu me entrego
Mas me faça feliz... 



Eu me rendo  - Fábio Jr.

sábado, 16 de abril de 2011

Além

Isso de ser exatamente aquilo  que a gente é  ainda vai  nos levar além
                                                                     Paulo Leminski


Talvez a interpretação dessa frase defina o meu estado de espírito. Talvez. Contudo, só essas palavras são necessárias agora.


#Hora de Escutar:


Seis da tarde
Como era de se esperar
Ela pega
E me espera no portão
Diz que está muito louca
Prá beijar
E me beija com a boca
De paixão...

Toda noite ela diz
Pr'eu não me afastar
Meia-noite ela jura eterno amor
E me aperta pr'eu quase sufocar
E me morde com a boca de pavor...

Todo dia ela faz
Tudo sempre igual
Me sacode
Às seis horas da manhã
Me sorri um sorriso pontual
E me beija com a boca
De hortelã...

Cotidiano - Chico Buarque

sexta-feira, 1 de abril de 2011

Simplesmente me abrace

Não fosse isso
e era menos
não fosse tanto
e era quase,
                                        Paulo Leminski

Hoje, palavras não bastam para explicitar o quão bem estou por começar a mudar as coisas que me machucam, com a ajuda de uma amiga mais do que especial. Sentimentos de dúvida, felicidade, cumplicidade e a tão nova persistência, estão batidas no liquidificador que se chama coração. Como ela me disse hoje, vamos acalmar esse coraçãozinho, Kesia :)

# Hora de escutar:

Sutilmente
E quando eu estiver triste
Simplesmente me abrace
Quando eu estiver louco
Subitamente se afaste
Quando eu estiver fogo
Suavemente se encaixe

E quando eu estiver triste
Simplesmente me abrace
E quando eu estiver louco
Subitamente se afaste
E quando eu estiver bobo
Sutilmente disfarce
                                                                                                             Nando Reis 

quarta-feira, 23 de março de 2011

O esteriótipo pré-estabelecido de beleza

Hoje foi um dia relativamente normal aos que têm bloco de prova: como sempre uma prova não foi muito boa, e por mais incrível e paradoxo que possa parecer, foi a biologia. :/ Tudo bem, foi só uma prova. Em compensação eu acho que as minhas provas de literatura e redação foram melhores que anteriores, tomara que esteja certa.
Sim, o tema da redação, que passei um tempão pra fazer, era globalização: influência do Ocidente no padrão de beleza mundial, e achei interessante discorrer um pouco sobre tal assunto.
No mundo em que vivemos, não há como negar a "imposição" que a mídia faz para que todos nós encaixemo-nos nos padrões de beleza pré-estabelecidos. Essa é a condição para se seja bem visto e uma pessoa bem-sucedida. E é com essa pretensão que milhares de pessoas fazem cirurgias. Tudo bem que a correção da imperfeição de algo no corpo, irá aumentar a alto-estima do indivíduo, mas fazê-la apenas afim de seguir um estereótipo criado pela atual sociedade, não é algo muito desejável.
O problema é que esse desejo por querer se igualar ao que é tido como ideal chega a ferir a cultura local como ocorre nas nações orientais e africanas. Os orientais, com a finalidade de se aproximar dos modelos ocidentais, recorrem às plásticas para corrigir as "imperfeições" dos rostos clássicos do Oriente (olhos puxados ...), ou fazem métodos arriscados e dolorosos, quebrando o próprio osso da pernas, para aumentar de 10 cm as suas estaturas.
O mais impressionante, na minha opinião, são os africanos que tendo a sociedade ocidental com bem-desenvolvida, utilizam produtos abrasivos para acabar com a melanina e assim tornarem-se menos negros. Tais processos provocam desde queimaduras até câncer de pele. Mas, as 67% das mulheres de Senegal que realizam esse tipo de despigmentação artificial nem sequer pensam nas consequências de seus atos.
O problema de tudo isso é que ao super valorizar o modelo de beleza ocidental, as nações acabam deixando para atrás a sua identidade e peculiaridade que são tão importantes. Ainda que não seja fácil, é necessário ter cautela e senso crítico ao querer mudar algo superficial do seu corpo. Cuidado, talvez o que você realmente precisa mudar está dentro e não fora de si.

# Hora de escutar:

Você diz que eu te assusto
Você diz que eu te desvio
Também diz que eu sou um bruto
E me chama de vadio
Você diz que eu te desprezo
Que eu me comporto muito mal
Também diz que eu nunca rezo
Ainda me chama de animal
Você não tem medo de mim
Você não tem medo de mim
Você tem medo é do amor
Que você guarda para mim
Você não tem medo de mim
Você não tem medo de mim
Você tem medo de você
Você tem medo de querer...

 Medo de Amar - Adriana Calcanhotto

quarta-feira, 16 de março de 2011

Minha paixão indiscutível

Mesmo com todas dúvidas, incertezas e problemas, há uma coisa que aflora um sentimento inexplicável de felicidade: biologia, ciência, saúde e afins. Postei um monte de coisas aqui, mas nunca tinha explicitado essa minha grande paixão! Não sei como isso foi ocorrer, puro desleixo meu! Mas tudo bem, não há problema em se falar disso agora.
Lembro-me como se fosse hoje lá do comecinho do ano, quando eu assistia a aula de biologia, meio que por assistir mesmo. Então, veio a genética com DNAs e RNAs e tudo o que se direito, não é mesmo? Foi o que se chama de amor à primeira vista, uma paixão surpreendente! Aí, comecei a ler tudo que vinha a minha vista sobre  qualquer assunto relacionado à vida. Nessa hora caiu a ficha: é, o meu destino é medicina mesmo, não tem como não ser.
Ah, já ia me esquecendo, uma pessoa que teve grande influência nisso foi, é claro, minha professora de biologia, Sílvia, que a cada aula me fascinava com o seu conhecimento e amor pela ciência. Toda aula, eu a enchia de perguntas e mais perguntas, que mesmo desvirtuando um pouco assunto, eram sempre respondidas. Que saudade sinto das aulas de Silvinha!!
Mas, como tudo tem que passar, estou cá eu no 2º ano, à um ano de fazer o tal do enem, expectante pra concorrer por medicina e consolidar aquilo tem avassalado meu coração: a arte de estudar a vida, em especial a humana, contribuindo para, quem saber, poder auxiliar as pessoas a viverem mais e melhor.
# Hora de escutar: 
Não se move uma montanha
Por um pálido pedido
De alguém que não se ama
Todo ouro está contigo

Para isso há muita chama
No coração do bandido...
Mais uma vez o dia chega
Em minha vida...
Como uma chama na selva
O sol na cama da relva
A tua boca e a lua
A minha boca e a tua
Vão deixando pela rua...
Palavras e silêncios
Que jamais se encontrarão... 
Não se move uma montanha
Por um pálido pedido
De alguém que não se ama
Todo ouro está contigo
Para isso há muita chama
No coração do bandido... 
Mais uma vez o dia chega
Em minha vida...
Como uma chama na selva
O sol na cama da relva
A tua boca e a lua
A minha boca e a tua
Vão deixando pela rua...
Palavras e silêncios
Que jamais se encontrarão... 
Palavras e silêncios - Zeca Baleiro e Fausto Nilo

sábado, 5 de março de 2011

Momento II

E quando não se tem nada mais pra falar, porque, ao que parece, as palavras já não têm mais sentindo pra mim, ou pra quem quer que deveria ter? E se já não se sabe o que sentir, pois cada sentimento se traduz em pura confusão e desejos frustrados? E se sonhar não entusiasmar mais, pois resulta apenas em idealizações bem distantes da realidade? Todos esses questionamentos de repente formaram uma mixórdia na minha pobre mente confusa por natureza.
É, Kesia, agora resta a você, fazer escolhas e ser responsável por suas consequências, independentes de quais forem, e se ocorrer tudo bem, quem sabe tudo -ou quase tudo- mude? As coisas só podem se resolver se primeiro reconheçamos que há se um problema que precisa ser resolvido e enfim, termos persistência para agirmos de maneira coerente e sensata. Bom, o primeiro passo já foi dado, vejamos o resto do percurso.

# Hora de sentir:


Quando penso em você
Fecho os olhos de saudade
Tenho tido muita coisa
Menos a felicidade
Correm os meus dedos longos
Em versos tristes que invento
Nem aquilo a que me entrego
Já me dá contentamento
Pode ser até manhã
Sendo claro, feito o dia
Mas nada do que me dizem me faz sentir alegria
Fagner - Canteiro

quinta-feira, 24 de fevereiro de 2011

happy :)

Fazia um tempinho que não vinha aqui, tinha muitas provas, trabalhos e atividades, mas revolvi dar uma breve passada por aqui agora :). Pois é, com todo esse momento ocupado e algumas provas não muito boas, estão acontecendo coisas boas ao meu redor, aah e como isso é bom! Enfim, estou me dando a oportunidade de fazer algumas coisas diferentes e portanto passar por situações desconhecidas. Mas, vamos voltar para uma paixão antiga: a literatura! Fiquei lendo umas poesias de Gonçalves Dias e simplesmente me apaixonei por ele! A delicadeza como escreve as coisas, o sentimentalismo que expressa em cada verso é um delírio. Visto isso, resolvi colocar aqui uns versos apaixonantes:

# Hora de se apaixonar:

Amar, é não saber, não ter coragem
Pra dizer que o amor que em nós sentimos;
Temer qu’olhos profanos nos devassem
O templo onde a melhor porção da vida
Se concentra; onde avaros recatamos
Essa fonte de amor, esses tesouros
Inesgotáveis d’lusões floridas;
Sentir, sem que se veja, a quem se adora,
Compreender, sem lhe ouvir, seus pensamentos,
Segui-la, sem poder fitar seus olhos,
Amá-la, sem ousar dizer que amamos,
E, temendo roçar os seus vestidos,
Arder por afogá-la em mil abraços:
Isso é amor, e desse amor se morre!
Se se morre de amor - Gonçalves Dias

quinta-feira, 27 de janeiro de 2011

Run away...


Seria bom fugir um pouco, esfriar a cabeças, esquecer certas coisas...
# Hora de escutar:
Minh' alma, de sonhar-te, anda perdida
Meus olhos andam cegos de te ver
Não és sequer a razão do meu viver
pois que tu és já toda minha vida
Não vejo nada assim enlouquecida...
Passo no mundo, meu amor, a ler
No misterioso livro do teu ser
A mesma história, tantas vezes lida!
“Tudo no mundo é frágil, tudo passa...”
Quando me dizem isto, toda a graça
Duma boca divina, fala em mim!
E, olhos postos em ti, digo de rastros:
“Ah! podem voar mundos, morrer astros,
Que tu és como um deus: princípio e fim!...
Eu já te falei de tudo, mas tudo isso é pouco,
diante do que sinto.
Fanatismo - Fagner

segunda-feira, 17 de janeiro de 2011

Jogo da vida

Conceitos mudam, regram são quebradas, exceções passam a surgir. Mesmo que não se queira acreditar, o tempo altera muitas coisas, sim. No seu modo devagar de passar, ele leva consigo momentos, sentimentos, lembranças e ainda: dores, angústias e medos. Para a felicidade de todos (ou não) tudo na vida passa: as tuas preferências quando criança, hoje não te animam mais; aquele garoto(a) que fazia tu perderes o sono, não passa mais de uma besteira pela qual simplesmente ris ; o que antes era um grande desafio, agora, depois de muito treino, é apenas um simples detalhe pelo qual tens que passar...
E assim, vive-se um dia após o outro, uns bons e alegres, outros nem tanto, mas... é a vida, não é mesmo? Aquele péssimo dia, quando acumularam-se fracassos, serviu para nós agradecermos quando o sol apareceu, e enfim tudo melhorou. A má experiência serve para nos mostrar que não temos tudo nas nossas mãos, como pode parecer, e todos nós somos suscetíveis ao erro. E é nessa hora que devemos aprender e reconhecer a falha, para então não repeti-la.
Nem sempre se ganha, nem sempre se perde, simplesmente participa-se do jogo da vida, que só por fazer parte nos faz eternos vencedores.
                                                                           
# Hora de escutar:

O meu amor me deixou
Levou minha identidade
Não sei mais bem onde estou
Nem onde a realidade
Ah, se eu fosse marinheiro
Era eu quem tinha partido
Mas meu coração ligeiro
Não se teria partido
Ou se partisse colava
Com cola de maresia
Eu amava e desamava
Sem peso e com poesia
Ah, se eu fosse marinheiro
Seria doce meu lar
Não só o Rio de Janeiro
A imensidão e o mar
Leste oeste norte e sul
Onde um homem se situa
Quando o sol sobre o azul
Ou quando no mar a lua
Não buscaria conforto nem juntaria dinheiro
Um amor em cada porto
Ah, se eu fosse marinheiro.                                    

Maresia - Adriana Calcanhotto


quarta-feira, 12 de janeiro de 2011

E essa saudade irracional de você ?

"Lembro dos sorrisos, das conversas, dos divãs, 
dor hormônios, de tudo...
e me dá uma saudade irracional de você.
Uma vontade de chegar perto, de só chegar,
te olhar sem dizer nada,
talvez recitar livros, quem sabe só olhar estrelas...
dizer que te considero
pode ser por mais um mês,
por mais um ano, ou quem sabe por uma vida -
e que hoje,
 só por hoje ou a partir de hoje
(de ontem, de sempre e de nunca),
é sincero."
Caio Fernando de Abreu

E as minhas palavras não cansam de falar de amor. Droga, quer sair da minha cabeça, please? Eu agradeceria. Pra dar um basta nisso, ainda que instantaneamente, uma música de Zeca Baleiro muiito boa que me faz esquecer de tudo isso!

# Hora de escutar e sentir a batida! :

Tire o seu piercing do caminho
Que eu quero passar
Quero passar com a minha dor 
Não me diga que me ama
Não me queira não me afague
Sentimento pegue e pague
emoção compre em tablete
Mastigue como chiclete
jogue fora na sarjeta
Compre um lote do futuro
cheque para trinta dias
Nosso plano de seguro
cobre a sua carência
Eu perdi o paraíso
mas ganhei inteligência
Demência, felicidade,
propriedade privada
Não se prive não se prove
Dont't tell me peace and love
Tome logo um engov
pra curar sua ressaca
Da modernidade essa armadilha
Matilha de cães raivosos e assustados
O presente não devolve o troco do passado
Sofrimento não é amargura
Tristeza não é pecado
Lugar de ser feliz não é supermercado
Piercing - Zeca Baleiro

sexta-feira, 7 de janeiro de 2011

Não há nada mais original

Bom, como hoje é o Dia Nacional do Leitor e eu uma humilde leitora, eis aí uma frase que li a pouco:
" Imagina tu que és um poeta, fantástico como Lamartine, vulcânico como Byron, sonhador como MacPherson e voluptuoso como Voltaire aos 60 anos. " Coisas Que Só Eu Sei - Camilo Castelo Branco.
Nem dá pra voar em terrenos tão altos como estes, mas seria bom sentir isso, ainda que pouco tempo.

# Hora de escutar e refletir:


Se os bons combates eu não combater
Minha coroa não conquistarei
Se minha carreira eu não completar
De que vale a minha fé tanto guardar



Viver pra mim é Cristo - Pe Marcelo Rossi
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